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Pesquisador brasileiro cria “nariz eletrônico” que fareja maconha e cocaína no ar



Um estudante de mestrado do departamento de química da USP de Ribeirão Preto criou um equipamento capaz de “farejar” no ar, em até um minuto, cocaína e maconha.

Desenvolvida na dissertação de mestrado de Matheus Manoel Teles de Menezes, a técnica funciona como um nariz eletrônico porque identifica as drogas pelo ar, revelou a Agência USP de notícias, nesta quarta-feira (22).

Segundo Menezes, os métodos atuais precisam da abertura e da coleta de uma porção da droga, mas sua técnica “permite encontrar a droga escondida na mala ou na própria pessoa”. Ele explica que as duas drogas são detectadas pelo equipamento mesmo em minúsculas quantidades, de até 10 nanogramas por cm3 de ar.

O químico contou que o método é ideal para batidas policiais em lugares onde as drogas foram manuseadas, dispensando o uso de cães farejadores, e em outros ambientes, como aeroportos e contêineres carregados por aviões de carga.

Os sensores são formados por uma lâmina de quartzo muito fina, que é recoberta por uma película de ouro que funciona como um eletrodo, em que é depositado o modificador químico (substância que captura a droga).

O segredo dessa técnica está justamente nesse modificador, que reage com as moléculas da cocaína e da maconha. Depois, um medidor aponta se houve uma alteração no valor da frequência, caso tenha havido algum contato das moléculas das drogas com o modificador.

A substância do modificador prende as moléculas da droga, fazendo com que a frequência do cristal mude, até atingir um novo valor de frequência, sugerindo que o modificador está saturado pela droga.

Para cada droga existe um sensor com um modificador químico diferente. O da cocaína detecta diretamente as moléculas da droga, descartando substâncias que normalmente são misturadas a ela, como xilocaína, estricnina, cafeína e anfetaminas.

Já o da maconha reconhece alguns dos canabinóis, substâncias que compõem a planta da maconha, e o delta9-TC, principal responsável pelas alterações no sistema nervoso central humano.

No futuro, Menezes deverá lançar um protótipo mais ou menos do tamanho de uma caixa de giz, com sensores específicos para cada droga, “fornecendo parâmetro seguros para a polícia”.

Fonte: R7

Nilza Botteon

Mais de 20 anos de experiência em Jornalismo, com ênfase em Assessoria de Imprensa, desenvolvendo e liderando projetos de Construção de Marca e Relacionamento com a Imprensa. Sócia-fundadora e diretora da Ecco Press Comunicação desde 2003, ao lado de Renata Garcia Bernardes.

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